Transformando informação em Banco de Dados: conheça o trabalho da Gerência de DBA da MXM

O profissional Alexandre Silva gerencia a “saúde física” dos dados, ou seja, garante a manutenção e refinamento dos bancos de dados corporativos tornando o setor fundamental para o apoio tecnológico aos clientes internos e externos.

Atualmente ele também atua como Gerente de BI – Business Intelligence (MXM-BI), Analytics e apoia o setor comercial dos serviços de TI da MXM.

Com vasta experiência em inteligência de negócios e direcionamento de equipes, o Gerente de DBA (Departamento de Banco de Dados) da MXM conversou sobre sua trajetória, os desafios do setor, o perfil do profissional de DBA, como observou o mercado durante sua trajetória e quais suas previsões para 2019.

Confira a seguir a entrevista com Alexandre Silva e fique por dentro dos desafios e funções do Gerente de Banco de Dados na MXM Sistemas:

 

1 – Há quanto tempo faz parte da equipe MXM e quais cargos já ocupou durante esse período?

Há 20 anos na empresa, Alexandre Silva relata que “hoje o setor de DBA é vital para a MXM, atuando desde a concepção e desenvolvimento de nossos produtos até a prestação de serviços de manutenção preventiva do banco de dados de nossos clientes”.

Iniciei na MXM Sistemas em 1999 como programador, com a responsabilidade de migrar os relatórios do MXM-Manager, criados em Delphi 2, para o Delphi 3. Me afastei em 2006 e retornei à MXM em 2008 onde sigo até hoje.

Em uma conversa com a gerência da época, me dispus a consolidar todos os processos de criação do banco de dados que os analistas projetavam, comecei a arrumar scripts e explorar melhorias e, com isso, minha função ganhou notoriedade e apoio dos colegas de trabalho: analistas, consultores e operadores de apoio ao cliente (nome utilizado na época).

Foi assim que me tornei o primeiro DBA da MXM. A demanda de trabalho aumentou muito em 2000, e a necessidade de contratar um profissional para me apoiar na modelagem de dados juntos aos analistas foi percebida.

Em 2003 foi criado um novo Departamento de Banco de Dados, para o qual fui nomeado Coordenador Técnico. Com ele aumentou a aquisição de profissionais, alguns vindos de outros departamentos (Serviços de TI – Tecnologia da Informação e SAU – Serviço de Atendimento ao Usuário), outros pela formação de DBAs através de estágio.

A partir de 2004 a unidade iniciou uma nova fase, pois além de fazer o apoio interno, os serviços de banco de dados passaram a ser também oferecidos como parte do portfólio de produtos da MXM.

2 – Quais são as principais atribuições do cargo que você ocupa atualmente?

Tenho realizado projetos de arquitetura do Oracle Cloud como o Move On-Premises to cloud (O cliente possui a estrutura local dentro da empresa como servidores, banco de dados, sistema corporativo, e aí é realizado um trabalho de análise para indicar qual tipo de provisionamento vai ser realizado dentro da Oracle, ou outra nuvem como Esure, e então concretizar a migração, trazendo o sistema local para a soluções em cloud).

Também atua com pré-venda e auxiliando na estruturação em projetos de conversão de dados, entendendo as necessidades do cliente para confecção de relatórios gerenciais de BI e Analytics utilizando as ferramentas de mercado tais como: Power BI, Tableau, BICS (Oracle) e DVCS.

Ele ainda é responsável por criar um ambiente que favoreça a saúde do banco. Acontece que, atualmente, diversos clientes acabam adquirindo soluções sem que seja feito um trabalho de monitoramento e manutenção preventiva deste ambiente, o que é fundamental para seu bom desempenho. O Setor de DBA na MXM está dividido em duas equipes:

Equipe de DBAs da Fábrica: Atuam no apoio a Fábrica de Software na concepção do produto (administração dos dados – modelagem lógica e física), manutenção dos bancos de dados da MXM, suporte aos analistas, suporte à equipe do SAU e suporte aos bancos de dados do servidor ASP MXM (Sustentação).

Equipe de DBAs do Setor de Serviços: Atuam como especialistas em projetos de banco de dados junto aos clientes: outsourcing, conversão de dados, contingência de servidores de banco de dados, política de segurança, confecção de relatórios de apoio aos negócios, apoio às unidades de negócios (serviços de consultoria), apoio à Fábrica de Software, suporte aos analistas e à equipe do SAU, suporte aos bancos de dados do servidor ASP MXM (Projetos Especiais de Banco de Dados).

3 – Quais inovações tecnológicas nos produtos MXM você vivenciou junto a sua equipe?

Tivemos várias novidades: MXM-Connect, MXM-Recruitment, MXM-Process, CP Planner, entre outras.

A MXM, atenta à questão da qualidade, havia adotado o Banco de Dados Oracle como estratégia de crescimento, pois ele além de ser um banco de dados robusto, atendia a empresas de todos os portes: pequenas, médias e grandes.

Havia na época uma carência de profissionais DBA para diversos segmentos e a MXM precisava urgentemente de alguém com este perfil. A atuação em projetos de diversos segmentos me proporcionou experiência profissional, tanto na área técnica quanto na área de negócios, o que também avalio como uma conquista.

O avanço tecnológico e o volume de dados estão aumentando muito nos últimos anos, necessitando cada vez mais, como estratégia, do apoio da área de Serviços de TI/DBA. Cada vez mais empresas que possuem outros sistemas legados têm demandado soluções de integração com o ERP MXM-WebManager, e em grande parte deste tipo de serviço a presença do DBA é indispensável.

Outros tipos de serviços que tem aumentado muito no mercado, principalmente no Rio de Janeiro, são: Outsourcing de DBA e Serviços On-Demand para Banco de Dados.

4 – Qual foi o maior desafio profissional dentro da MXM? E sua maior conquista?

Em geral não tivemos problemas de adaptação, até porque a equipe de banco de dados é formada por profissionais da área técnica. De uma certa forma as áreas já se relacionavam por serem áreas de apoio as de negócio.

Um desafio foi realizar a migração de um dos nossos clientes da área de saúde para a nuvem da Oracle em 2016. Foi o primeiro projeto Oracle Cloud da MXM no Brasil. A primeira nuvem com Oracle e Linux, e logo depois, a MXM com o sistema operacional Windows também em soluções em cloud. Em menos de um ano de lançamento desse produto da Oracle realizamos todo o provisionamento para esse cliente e seus testes. Foi uma realização para a MXM e para a própria Oracle pois foi construído um trabalho de arquitetura bem robusto junto às equipes.

Outro desafio, que também ocorreu em 2016, foi a atualização do MXM-Manager para a última versão do sistema Delphi para outro cliente da área de saúde. Esse trabalho de migração foi realizado por mim e pelo Guilherme Carullo, vice-presidente da MXM.

Assim que entramos no projeto foi realizado um trabalho para reestrutura a forma de trabalhar em que houve o comprometimento das áreas de infra estruturas e sistemas do cliente e consultoria da MXM. Onde todos trabalharam em um único objetivo: a entrega do projeto. Facilitamos todo processo e concluímos o trabalho dentro do prazo de implantação previsto, seis meses, com constante dedicação na empresa cliente.

Minha maior conquista dentro da MXM foi o que eu sempre busquei: o reconhecimento dos clientes. Em qualquer cliente que eu vá tenho a impressão que sempre sou bem quisto como um profissional de alto padrão – “O Alexandre está aqui e entender tudo que eu preciso”. E o que eu tento passar para os profissionais que trabalham comigo é: Ouça os problemas relatados pelos clientes e encaixe nossas soluções para poder resolvê-las.

Outra conquista – e também um desafio constante – durante a minha gestão foi criar uma equipe em que os integrantes se apoiem para a realização de atividades de modo padronizado e com ações que impactem o mínimo possível no dia a dia de nossos clientes, sejam eles internos ou externos. Eu acredito muito no espírito de equipe.

5 – Como você observou o mercado durante sua trajetória e quais suas previsões para 2019?

O mercado tecnológico tem evoluído muito e a MXM sempre acompanhou. Me tornei um profissional da área de informação. A evolução da governança de dados ou governança tecnológica da informação é incrível. Hoje o novo petróleo são as informações que podem ser armazenadas através de tecnologias como: Big Data, Data Lake, Ciência de Dados, BI, Chatbot, Machine Learning e IOT.

Uma novidade é o BA (Business Analytics): nova nomenclatura utilizada no mercado, que são relatórios que possuem a mesmas características de BI porém não armazena informações, ele traz informações quase que em tempo de execução. Ex: desejo ver como está meu faturamento, clico em atualizar ele lê a base de informação e apresenta os dashboards para o usuário final. São relatórios que as gerências, os executivos acabam utilizando).

Os armazenamentos destas informações ganharão apoio tanto de hardware quanto de software para que se consolidem todas as funções mencionadas (desempenho, backup, vulnerabilidade e escalabilidade).

Como mencionei antes, existe a necessidade de realizar preventivamente um monitoramento e manutenção do banco de dados. A oportunidade para a MXM está exatamente neste ponto, pois um DBA pode suprir esta demanda através de um atendimento técnico, gerando relatórios que indiquem possíveis correções e melhorias na estrutura do banco de dados utilizado.

Desempenho – O desempenho do banco de dados está diretamente ligado ao crescimento dos dados da empresa, ou seja ao negócio. É fundamental o monitoramento dos processos operacionais para identificar gargalos transacionais e, com isso, ajustar os recursos do banco de dados para que corresponda à performance operacional da empresa.

Backup – Quando falo de backup, me refiro a políticas avançadas que proporcionam a restauração dos dados até o ponto das falhas que venham a ocorrer nas operações da empresa, sem impactos operacionais e financeiros.

Vulnerabilidade – Como foi mencionado antes, as informações acabam sendo o bem mais valioso para a grande maioria das empresas. Com base nesta premissa é necessário que se tenha uma política de segurança confiável. O trabalho do DBA neste ponto é implementar, documentar e alinhar a política de segurança do banco de dados às políticas de segurança da norma ABNT NBR ISO/IEC 17799:2005.

Escalabilidade – Os sistemas de gerenciamentos de banco de dados mais utilizados no mercado já possuem soluções de escalabilidade. A preocupação dos fornecedores desses sistemas é melhorar a performance e escalabilidade nas diversas Infraestrutura de hardware/sistemas operacionais.

Alta Disponibilidade – Não devemos esquecer da alta disponibilidade, que atualmente é essencial. Ela ajuda as empresas a manter os negócios no ar, na maioria das vezes, até 24×7

Já a previsão para 2019 são as tendências de consumo aliada a tecnologia. Na ciência de dados você consegue analisar a informação e criar uma previsibilidade do que pode acontecer com seu negócio. Entender a forma como o usuário compra, consome, interage com uma determinada loja e suas variáveis são obtidas através de relatórios para auxiliar as decisões no mercado.

Antigamente projeto de BI era: muito custoso, demorava para ser implementado e voltado para empresas com alto volumes de informações. Hoje devido o avanço tecnológico com: velocidade dos processadores, tempo de leitura de disco, softwares nas soluções em cloud, barateamento dos licenciamentos e armazenamento de dados (como o MXM-Drive) tivemos mais facilitadores para conseguir criar projetos mais acessíveis para diferentes demandas do cliente.

6 – Quais são suas dicas para profissionais que desejam o mesmo êxito em sua área?

Alguns requisitos que são fundamentais para ingressar nesta profissão:

– Primeiro, gostar da área de tecnologia e gestão empresarial. Estar cursando áreas voltadas ou relacionadas à Ciência da Computação. Programas de estagiários para Banco de Dados são raros, mas são um bom caminho para se iniciar nesta área tão específica. Realizar um curso de DBA (Oracle, SQL Server, DB2, MySQL, etc.) também é muito importante. Escolha uma ferramenta para se especializa e saber utilizar as outras como apoio, isso o torna um profissional diferenciado.

– Ter bons conhecimentos teóricos de Banco de Dados (Modelagem). Ter familiaridade com ferramentas de BI e BA também são indicadas. Já me deparei com profissionais que tinham adquirido certificações na área, mas não sabiam implementar um modelo de banco de dados. Conhecer ferramentas para extrair relatórios, Big Data, COBIT e ITIL.

– Ter bom conhecimento de Sistemas Operacionais. Para quem está iniciando na profissão, Windows e Linux já são o suficiente.

– Ter bons conhecimentos de Programação (não importa a linguagem).

– Ter experiência em SQL ANSI.

– Como estamos constantemente enfrentando muita pressão, é preciso estar psicologicamente preparado para lidar com elas. Conhecer a área de negócios é um ótimo diferencial.

RAIO-X | Alexandre Silva

Alexandre Silva é Analista de Sistemas com pós-graduação em Gerência de Tecnologia da Computação e BI. Também é técnico em Gerenciamento de Projetos, e realizou especializações em DBA DB2 (IBM), DBA SQL Server2005, Data Base e Cloud (Oracle), COBIT 4.0 e ITIL V3. Fez diversos cursos, como mentoring, gestão assertiva, gestão de pessoas, além de ter acompanhamento com coach executivo. Já atuou nos segmentos de tele mensagem, rodovias inteligentes e automação industrial. Nos 20 anos em que integra o quadro da MXM, atua nos setores de Serviços de TI, Fábrica de Software, Serviços e Consultoria, exercendo o cargo de Gerente de banco de dados desde 2008.


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