Conheça as 9 principais tendências em modelos de gestão

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O mercado muda constantemente e, com ele, também se transformam as demandas de consumo e as metodologias correntes. Para se manter competitivo — enquanto empresa ou mesmo enquanto profissional —, é preciso buscar atualização teórica e prática, valorizando o que é tendência e o que vem dando resultado. No caso de novos modelos de gestão empresarial, por exemplo, a dinâmica não é diferente.

Neste post, você entenderá com propriedade por que é tão importante se manter a par das novidades que podem auxiliá-lo a melhorar seu desempenho como líder. Além disso, também vai conhecer um pouco mais sobre os modelos de gestão mais recentes, bem como suas particularidades. Vamos lá?

Entenda a relação da liderança e os modelos de gestão empresarial

A figura do líder suscita deferência e respeito. Ao ocupar um cargo de supervisão, o profissional é automaticamente elevado a uma posição de referência, tendo suas atitudes observadas, valorizadas e replicadas pela equipe.

Ao se deparar com novos comportamentos e demandas, o líder precisa ser o primeiro a se adequar, buscando formas de permanecer constantemente atualizado. Uma postura aberta ao que é novo, com a firme consciência da necessidade de priorizar o desenvolvimento interpessoal, é imprescindível para uma atuação concisa e relevante.

Nesse âmbito, os aspectos da liderança associam-se diretamente aos modelos de gestão, uma vez que estão ligados em essência. Se quiser manter uma atuação pertinente, o profissional precisa estar atento às tendências de gestão, cujos modelos devem acompanhar a evolução da própria sociedade.

Jamais subestime os anseios da sua equipe, do seu cliente e de toda a comunidade que o cerca. Liderança também é inteligência, disponibilidade, busca por inovação e sede constante por aprendizado!

Conheça as 9 principais tendências modernas para gestão

Quando se fala em modelos de gestão empresarial eficiente, muitas teorias se dedicam a explicar de que forma é possível otimizar recursos (materiais e financeiros, mas, sobretudo, humanos) para obter os melhores resultados.

Para solucionar as dificuldades que emergem de um mercado volátil, fornecendo aos líderes os melhores instrumentos para a execução integrada do trabalho, os modelos de gestão despontam como ferramentas essenciais.

E lembre-se: não deixe para aprender depois, mais tarde ou quando tiver uma folga — o mercado não espera e, quando finalmente houver tempo, pode ser tarde demais. Veja os 9 modelos que são tendência!

1. Gestão voltada ao empoderamento

Focada em fomentar e estimular a autonomia em sua equipe, esse tipo de gestão induz o líder a delegar tarefas importantes e a fortalecer a autoestima dos colaboradores. Consiste em valorizar o indivíduo e dotá-lo de confiança para executar suas atividades com independência.

Ou seja, aqui o colaborador é estimulado a tomar decisões por conta própria, com base em informações fornecidas pela equipe ou pelo gestor, aumentando assim a sua responsabilidade com a empresa.

Sua aplicação é realizada principalmente em instituições que mantêm uma cultura mais participativa e que permitem que suas equipes se auto gerenciem, compartilhando o poder com os colaboradores.

Esse conceito não se aplica em organizações mais burocráticas e que contam com regras mais rígidas, uma vez que é necessária uma maior liberdade para que os colaboradores possam atuar livremente.

Esse modelo de gestão apresenta 4 pilares básicos que devem ser desenvolvidos para o sucesso de sua implantação em uma empresa. São eles:

  1. poder: entregar às pessoas que trabalham na empresa autoridade e responsabilidade para tomar decisões de acordo com o seu nível dentro da organização. Ou seja, autonomia de ação;
  2. motivação: incentivar todos os colaboradores da equipe de forma contínua, reconhecendo seu desempenho, recompensando por bons resultados e permitindo que todos obtenham as glórias do alcance de metas;
  3. desenvolvimento: investir nos profissionais da empresa que se destacam de modo a oferecer capacitação e especialização, melhorando ainda mais seu desempenho dentro da instituição. O objetivo é desenvolver talentos e incentivar os outros colaboradores a também buscar destaque;
  4. liderança: cultivar uma cultura real de liderança dentro da organização, com a criação de metas alcançáveis e orientação constante de todos os colaboradores.

2. Gestão democrática

Não são todos os ambientes de trabalho em que é possível aplicar um gerenciamento de pessoas mais voltado para a independência e delegação na tomada de decisões.

Essa é uma questão muitas vezes técnicas. O papel de um colaborador dentro de um projeto influencia os outros e, portanto, ele não pode ser o responsável por uma escolha sem ter a visão completa do que ela significa para o todo.

Mas não é por isso que o gestor deve partir para a autocracia pura e tradicional, ainda há espaço para contribuição, discussão e alinhamento.

Essa seria a gestão democrática, em que todo o time se reúne para conhecer as questões em pauta, entender suas correlações e então decidir em conjunto o que podem fazer para avançar etapas — inclusive, se necessário, com uma votação objetiva.

A gestão democrática sempre esteve presente em empresas preocupadas com a participação direta dos colaboradores nas decisões, mas a tecnologia se tornou uma facilitadora desse processo.

Isso porque sistemas integradores dão ainda mais visão para cada usuário de seu papel em um projeto como um todo. Essa noção coletiva de evolução e de metas torna as reuniões de alinhamento mais rápidas e produtivas, com escolhas mais embasadas e de menos risco.

3. Gestão ligada à colaboração

Pressupõe uma liderança aberta, voltada ao compartilhamento mais do que à imposição. Nesse modelo, o time se distancia do engessamento hierárquico e passa a atuar de maneira mais integrada, emitindo opiniões e concedendo feedbacks.

Esse modelo, como o de empoderamento, também é voltado à participação ativa de todos os membros da equipe nas decisões operacionais e corporativas da organização como um todo.

No entanto, temos uma diferença básica. Ao contrário dos modelos apresentados anteriormente, aqui a decisão não é delegada a nenhum dos colaboradores nem votada em seus pontos-chave, mas sua opinião é ouvida pelo gestor e levada em consideração.

Para que esse modelo de gestão funcione, é preciso que a diretoria da empresa realmente dê ouvidos ao que os profissionais propõem. Do contrário, em pouco tempo eles deixarão de opinar.

Ouvir as sugestões de quem está diariamente envolvido nas rotinas da empresa e conhece suas fraquezas in loco é um fator estratégico nas decisões e pode se transformar em boas soluções para os desafios enfrentados.

Muitas empresas optam por esse modelo, em distinção do de empoderamento, para manter o poder de decisão, mas também contar com o conhecimento e sugestões de toda a equipe na hora de decidir.

4. Gestão remota

O modelo que apresentamos agora é recente e foi possibilitado com a evolução da tecnologia — principalmente a cloud computing e os ERPs. Além disso, é uma extensão do último exemplo, ligado à colaboração.

Gestão remota é cada vez mais presente em empresas que abandonam completamente sua operação em espaço físico. Os colaboradores trabalham de onde preferirem (de casa ou de um coworking, por exemplo) e utilizam o sistema empresarial como um escritório virtual.

A vantagem desse tipo de gestão é ter mais flexibilidade e acompanhamento de produtividade e resultados no dia a dia, tanto para você quanto para os colaboradores.

Mas, por não haver o contato diário entre todos, o uso da tecnologia precisa ser inteligente. É preciso planejar e utilizar ferramentas adequadas para discussão, comunicação, produção, colaboração, análise de indicadores, etc.

Mas, ao focar nessa implementação inicial, você tem um time eficiente, focado em resultados e pode inclusive buscar talentos em outras cidades, estados, até países.

5. Gestão de caráter positivo

Baseia-se no estímulo de um comportamento positivo, atenuando eventuais censuras e maximizando um ambiente compreensivo, instigante e criativo. Nesse modelo, o líder é principalmente responsável por cultivar relacionamentos saudáveis e disseminar valores positivos.

O principal ponto aqui é incentivar o colaborador a desenvolver suas habilidades por meio de um ambiente positivista e sem represálias ou contenção de ideias.

Mesmo que determinados projetos não se mostrem viáveis, é interessante incentivá-los, criando um ambiente de troca de ideias e criatividade constante e fazendo com que os colaboradores se sintam integrados a empresa.

Dessa forma, eles partilharão todas as suas ideias, sendo que em algum momento poderão surgir casos interessantes que talvez sejam utilizados para aplicação real dentro da empresa.

6. Gestão com ênfase no que é humano

Centrada no indivíduo, mais do que procedimentos padronizados e frios, esse tipo de gestão valoriza o capital social e preocupa-se com o desenvolvimento técnico e comportamental de cada colaborador.

Para tanto, o líder fornece os insumos (conhecimento, referência, orientação etc) necessários e acompanha de perto o crescimento de seu subordinado, visando monitorar seu desempenho e lapidá-lo.

Nesse modelo é preciso se preocupar muito mais com o colaborador como ser humano do que como mais um simples funcionário, reconhecendo suas capacidades e falhas e trabalhando para melhorar o seu desenvolvimento como pessoa e profissional dentro da organização.

Aqui, o gestor deve atuar como um mentor, realizando um levantamento acerca de todas as habilidades e anseios do colaborador e trabalhando junto com ele para desenvolvê-los da melhor forma possível.

7. Gestão baseada em Código de Cultura

“Vestir a camisa da empresa” é uma expressão que pegou uma conotação um pouco negativa nos últimos anos, mas que, originalmente, contava sobre uma busca que toda empresa precisa ter: de criar uma cultura de identificação e colaboração entre todo o time.

Um Código de Cultura é o alinhamento entre os valores de um negócio e os valores pessoais e profissionais de seus funcionários.

Essa gestão, portanto, começa ainda na etapa de contratação, em que você precisa dar mais ênfase em perfis de trabalho e aspirações que tenham mais a ver com o que você espera da empresa.

Afinal, capacidades técnicas podem ser treinadas. Levar esse outro lado em conta vai facilitar na hora de guiar a equipe — afinal, todos já apontarão para o mesmo norte que você desde o início.

Aqui, a tecnologia entra como um reforço a essa cultura, na comunicação de valores, no contato constante entre o time e no reforço da colaboração em torno de um mesmo objetivo.

8. Gestão focada em dados

Este talvez seja um estilo de gestão que vai se tornar um padrão no mercado, mesmo que apenas como um complemento a esses outros modelos que estamos apresentando.

Quanto mais a tecnologia permite coletar, armazenar e analisar informações (com conceitos como Inteligência Artificial e Machine Learning), mais elas se tornam valiosas para tomadas de decisão.

Abraçar essa ideia de Business Intelligence faz com que toda a equipe comece a utilizar dados como fonte de identificação de problemas, oportunidades, soluções.

Nesse caso, a gestão se torna completamente tecnológica e bem mais pragmática. Mas isso não significa que não há mais o fator humano. Vocês apenas têm mais ferramentas em mãos para serem criativos.

9. Gestão apoiada em inovação

Em resposta à evolução tecnológica, que otimiza rotinas e recursos intimamente associados à administração, o modelo de gestão pautado em inovação é cada vez mais preciso e essencial. Trata-se de conferir alta performance, transparência e segurança aos processos da equipe, angariando resultados consistentes e críveis.

Esse modelo, que surgiu graças à evolução tecnológica — que vem transformando digitalmente nossas vidas —, visa encontrar sempre novas metodologias de gestão, processos e tecnologias que possam ser aplicadas na busca por melhores resultados.

Nesse paradigma, o gestor pode se beneficiar diretamente de novas tendências antes mesmo que seus concorrentes tenham acesso a elas, o que possibilita muito mais competitividade no mercado e a conquista de mais espaço. Como consequência, esse tem sido um dos modelos de gestão empresarial mais adotados atualmente.

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