Aprenda a fazer seu planejamento tributário em 3 passos

planejamento tributário
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Saber como fazer um planejamento tributário — e executá-lo — é o mais indicado para mitigar a carga tributária brasileira. Isso porque os impostos representam um peso muito acima do que as empresas nacionais podem suportar. Prova disso é um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que trouxe à tona uma realidade preocupante. Segundo ele, no Brasil, o contribuinte precisa trabalhar 153 dias por ano, apenas para dar conta dos impostos.

Conforme o sistema vigente, cerca de 34% do lucro das empresas vai direto para os cofres do governo, a título de tributação. Portanto, não há como pagar menos, a não ser que cada negócio se antecipe à “mordida” do Leão. É disso que tratamos a seguir, por isso, continue lendo!

Entenda os regimes de tributação

Todo planejamento tributário começa, necessariamente, pela escolha do regime. Optar pelo regime certo possibilita ser tributado por alíquotas menores e explorar incentivos fiscais, entre outros benefícios.

Embora existam somente três alternativas — o Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional —, a decisão por qualquer um deles deverá ser precedida de um estudo criterioso. Considere as seguintes questões:

  • Seu faturamento é regular ou sazonal?
  • A empresa paga impostos sujeitos a receber créditos fiscais?
  • Qual é o impacto do ICMS-ST (Substituição Tributária) no orçamento?
  • Seria mais vantajoso pagar trimestral ou anualmente?

Para que fique mais claro, vale destacar o Simples Nacional, regime que se tornou o “queridinho” das PMEs, em função da sua mecânica simplificada para pagamento. Acontece que, no Simples, a empresa optante fica vedada de receber créditos com origem no pagamento de IPI, o Imposto sobre Produto Industrializado.

Esse é só um entre tantos pontos a se considerar, por isso, o ideal é ter o apoio de especialistas. Além deles, é fundamental contar com ferramentas que venham a agregar Business Intelligence à sua empresa. Só assim é possível lidar ao mesmo tempo com a burocracia e a urgência, afinal, tempo é o que menos sobra para quem lidera um negócio.

Explore os benefícios fiscais

Como você acaba de ver, o aproveitamento dos diversos tipos de benefícios fiscais começa já na escolha do regime tributário. De modo resumido, benefício fiscal é toda e qualquer iniciativa por parte do governo em que há a redução de alíquotas ou algum tipo de compensação na forma de pagar impostos. Um bom exemplo disso é a sempre discutida Lei Rouanet, pela qual as empresas são isentas de certos impostos ao incentivarem as artes.

Há também as situações em que a concessão de benefício resulta de uma política governamental para incrementar as atividades de um setor específico. É o que faz, por exemplo, a prefeitura da cidade de Barra Mansa, que proporciona isenção de 100% sobre o IPTU para empresas de produção de bens e prestação de serviços.

Esteja com a contabilidade em dia

O fato é que, enquanto o Ministério da Economia não age no sentido de reduzir a carga tributária, o mais garantido é zelar pelas rotinas contábeis. Isso significa utilizar recursos que auxiliem contadores e gestores no processo de tomada de decisão. Assim, não há contabilidade eficaz que abra mão da tecnologia no dia a dia.

Junto ao planejamento tributário, o uso de sistemas ERP é o modo com o qual você poderá extrair informação relevante a partir do fluxo de caixa e outras ferramentas de gestão. Lembre-se: a melhor decisão nos negócios é sempre amparada por dados e números!

Conheça as vantagens de um bom planejamento tributário 

Agora que foram apresentadas as ações, conheceremos as vantagens específicas de um bom planejamento tributário.

Redução de custos 

Um planejamento tributário realizado de forma eficiente é um instrumento capaz de reduzir, de maneira totalmente legal, o pagamento dos impostos empresariais. Isso porque passa a ser mais descomplicado identificar o melhor regime, além das oportunidades de isenção fiscal e outras ações.

Complementar a isso, fica mais fácil evitar novas ocorrências que geram ainda mais tributos. O planejamento otimizado ainda ajuda a impedir a cobrança de multas por descumprimento de contribuições ou sonegação — o que também resulta em redução de custos.

Aumento da competitividade

Com um novo planejamento, a empresa se torna mais competitiva. Isso, pois ela vai dedicar menos dinheiro aos impostos. Esse excedente pode ser aplicado em melhorias gerais, o que acarreta produtos e serviços melhores.

Como se não bastasse, a regularidade fiscal faz com que o empreendimento fique praticamente imune a sanções causadas por sonegação, por exemplo. Isso se reflete em boa reputação, o que alavanca a confiança entre os clientes e os parceiros de negócio.

Organização do orçamento anual

Uma gestão tributária eficiente depende de análises precisas e embasadas. O planejamento utiliza o resultado desses estudos para gerar uma previsão mais segura para o futuro da companhia, principalmente em relação aos ganhos e gastos.

Desse modo, podemos dizer que o planejamento tributário permite que o orçamento anual da empresa seja bem realista. Isso evita prejuízos e investimentos pouco produtivos, que não agregam valor aos produtos finais.

Aproveitamento de incentivos fiscais

Mais do que a diminuição direta do pagamento de impostos, o planejamento tributário auxilia a empresa a recuperar créditos fiscais. Indústrias, por exemplo, conseguem aproveitar o que foi gasto com impostos como o IPI ou PIS/Cofins.

Além disso, o pagamento exagerado de impostos fornece créditos, o que leva a uma tributação reduzida a curto e médio prazo. Contudo, é preciso realizar um estudo aprofundado para que essas oportunidades sejam geradas de forma sustentável.

Adequação ao regime tributário

Quem estuda regimes tributários já deve ter ouvido falar que uma empresa pode optar pelo Simples Nacional, por exemplo. O que é importante compreender é que o planejamento tributário tem a função de antever situações e efetuar projeções mais precisas.

Dessa forma, ele é o instrumento mais exato que a empresa dispõe para tomar escolhas adequadas de regime bem no início do ano fiscal. Isso porque a realidade da empresa pode sofrer alterações periódicas. Em consequência disso, a companhia acaba recolhendo apenas os tributos necessários para desempenhar suas rotinas.

Como pudemos notar no artigo, o planejamento tributário é um conjunto de ações destinadas a otimizar o cumprimento das obrigações fiscais de um negócio. Caso esse trabalho seja bem-sucedido, a empresa consegue economizar dinheiro e até mesmo alocá-lo em outras áreas. Tudo isso melhora os produtos finais — o que garante mais satisfação para os seus consumidores. Por isso é imprescindível saber como fazer um planejamento tributário.

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