Composable ERP: O futuro da gestão empresarial

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PorMaurício Felgueiras, CEO e Presidente da MXM Sistemas S/A.

Utilizar um software ERP é algo vital para qualquer organização, uma vez que os departamentos estão conectados e com sua operação ocorrendo em um sistema integrado. É uma solução indispensável para o controle dos processos e centralização dos dados, para que a tomada de decisão seja realizada com mais velocidade e assertividade pelos gestores.

Como qualquer produto, o ERP também precisa evoluir para atender às novas exigências do mercado e as empresas precisam estar atentas, avaliando se a sua solução que utilizam está atualizada e proporcionando os ganhos operacionais necessários para manter a sua competitividade de mercado.

Em função dos recursos disponíveis no passado, a tendência era contratar soluções monolíticas, onde o ERP tinha que ter todos os módulos desejados pela empresa. O ERP tinha um modelo operacional complexo, de implantação cara, demorada e, o pior, sua evolução era muito difícil, causando grande impacto nas organizações pelo alto nível de customização.

O conceito era que o software tinha que se moldar ao modelo operacional da empresa, e não o contrário. Porém, isso mudou. Nos dias de hoje os executivos compreendem que é mais apropriado adequar-se ao sistema do que customizar o produto, pois surgiram novas ferramentas de integração, sistemas mais ágeis e modernos, e o acesso a Internet aumentou exponencialmente, o que consolidou o conceito de Datacenters.

Assim como na medicina, onde temos Cardiologistas, Ortopedistas e outros especialistas complementando o trabalho do Clínico Geral, temos empresas de software especialistas em WMS, CRM, RH e Folha. Ou seja, as corporações não precisam mais fazer todo o seu tratamento com o “Clínico Geral”, podendo ter a sua necessidade atendida pelo “melhor médico de cada área”. Este modelo permite que cada departamento utilize a melhor solução para a sua necessidade e evolua na medida que novas ofertas surjam, sem a necessidade de uma mudança radical.

Evoluímos do modelo de ERP engessado para o ERP flexível com base nas necessidades das instituições. A pandemia tornou urgente a implementação deste conceito, exigindo que a tecnologia se integrasse à rotina do colaborador em home-office, mantendo as conexões seguras entre os setores. Esse desafio representa um marco para as empresas e trouxe os seguintes questionamentos: “Qual é o ERP que a minha empresa precisa hoje?” e “Estou atualizado para esta nova realidade?”

O conceito de “Composable ERP” foi apresentado pelo Gartner como uma tendência para os softwares de gestão e tenho comentado bastante sobre este assunto nas minhas palestras. Este termo remete a uma estratégia na qual a tecnologia é totalmente ajustada ao negócio, e a sua estrutura é definida de acordo com as necessidades da empresa.

Outro aspecto muito importante é agregar inteligência ao ERP, contudo, o conceito do ERP monolítico gerou um grande atraso nesta etapa. Hoje observamos aplicativos inteligentes que antecipam nossas necessidades, mas o ERP estagnado depende integralmente dos usuários para realizar os processos.

No meu ponto de vista, a obrigação do novo ERP é: (i) garantir a gestão, ou seja, implementar regras operacionais para que os processos ocorram com base nas regras da empresa. Compliance é a palavra de ordem, principalmente para os negócios que buscam crescimento e abertura de capital; (ii) ser ágil operacionalmente, garantindo produtividade e facilidade de treinamento; (iii) ter uma interface amigável, para que os executivos também utilizem o ERP de forma independente para acesso de informações; (iv) ter inteligência e proatividade embarcada, assegurando a conformidade na execução dos processos; (v) atender não somente às demandas de gestão administrativa, mas integrar também as bases de dados de documentos, BI (Business Intelligence) e de conhecimento; (vi) ter alto nível tecnológico e não uma “maquiagem para operar na Internet”, com os dispositivos de segurança indispensáveis; (vii) utilizar efetivamente os banco de dados com integridade referencial, sem permitir intervenção no código do produto.

Estes são os recursos mínimos que devem ser cobrados de um ERP atual. Estamos falando de um ERP que concede para cada empresa algo único, alinhado à cultura e valores da organização. É um software que acompanha as mudanças no decorrer do tempo, seja na expansão do negócio, implementação de melhorias ou complemento de atividades.

Saímos do paradigma em que as organizações precisavam ter um ERP monolítico e passamos para a realidade em que o ERP possui aplicativos integrados, que podem ser combinados ou recombinados, para entregar rapidez e eficiência à gestão empresarial.

O mercado deseja soluções de alta tecnologia, versáteis e apropriadas ao novo cenário corporativo. De acordo com um relatório do Gartner, até 2023, 65% das organizações globais usarão ERPs que possuam tecnologias de Inteligência Artificial, Machine Learning, Internet das Coisas e computação em nuvem, e segundo o relator da pesquisa, Nisha Bhandare, “A necessidade de criar, gerenciar e entender dados é primordial na quarta era do ERP”.

O que Nisha chama de “quarta era do ERP” tem tudo a ver com o que venho expressando para o mercado: a tecnologia precisa atender a essa demanda e oferecer um software orientado a dados, que execute tarefas automatizadas, auxilie no desempenho e agilidade das tarefas, flexibilizando atualizações e suporte, além de, e principalmente, facilitar a vida de gestores que precisam de informações em tempo real para tomada de decisão em organizações, de forma personalizada e na nuvem.

Diante dessas novas possibilidades, o Composable ERP é fundamental para empresas que buscam se destacar da concorrência. Para que a adoção desta tecnologia seja efetuada com sucesso, a integração entre o CTO e o seu time é fundamental. Além disso, os demais C-levels devem mapear e desenvolver uma nova arquitetura em conformidade com o perfil e objetivos do negócio. Essa construção precisa ser orientada a aprimorar o desempenho das atividades e os Composable ERPs são capazes de impulsionar os resultados de qualquer companhia.

Nesta quarta era do ERP os fornecedores precisam entregar soluções mais velozes, adaptáveis e personalizadas conforme as necessidades de cada cliente. Afinal, estas ferramentas estarão cada vez mais presente no dia a dia corporativo e, repito, com alto nível de segurança funcional (Compliance) e tecnológica.

A tecnologia se transforma e se aperfeiçoa para adaptar-se às novas demandas e proporcionar aumento de produtividade, e esta é a nossa obrigação. Atendemos essa demanda através de softwares de gestão simples, intuitivos e flexíveis, que conversam com a realidade de cada corporação.

Fonte: Composable ERP: O futuro da gestão empresarial | Channel360º

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