Conheça as 5 principais tendências em modelos de gestão

*Atualizado em 29/06/2018

O mercado muda constantemente e, com ele, também se transformam as demandas de consumo e as metodologias correntes.

Para se manter competitivo — enquanto empresa ou mesmo enquanto profissional —, é preciso buscar atualização teórica e prática, valorizando o que é tendência e o que vem dando resultado. No caso de novos modelos de gestão, por exemplo, a dinâmica não é diferente.

Neste post, você entenderá com propriedade por que é tão importante se manter a par das novidades que podem auxiliá-lo a melhorar seu desempenho como líder. Além disso, também vai conhecer um pouco mais sobre os modelos de gestão mais recentes, bem como suas particularidades. Vamos lá?

Liderança e os modelos de gestão: entenda a importância da ligação

A figura do líder suscita deferência e respeito. Ao ocupar um cargo de supervisão, o profissional é automaticamente elevado a uma posição de referência, tendo suas atitudes observadas, valorizadas e replicadas pela equipe.

Ao se deparar com novos comportamentos e demandas, o líder precisa ser o primeiro a se adequar, buscando formas de permanecer constantemente atualizado. Uma postura aberta ao que é novo, com a firme consciência da necessidade de priorizar o desenvolvimento interpessoal, é imprescindível para uma atuação concisa e relevante.

Nesse âmbito, os aspectos da liderança associam-se diretamente aos modelos de gestão, uma vez que estão ligados em essência. Se quiser manter uma atuação pertinente, o profissional precisa estar atento às tendências de gestão, cujos modelos devem acompanhar a evolução da própria sociedade.

Jamais subestime os anseios da sua equipe, do seu cliente e de toda a comunidade que o cerca. Liderança também é inteligência, disponibilidade, busca por inovação e sede constante por aprendizado!

Os modelos de gestão: conheça as principais tendências modernas

Quando se fala em gestão eficiente, muitas teorias se dedicam a explicar de que forma é possível otimizar recursos — materiais e financeiros, mas, sobretudo, humanos — para obter os melhores resultados.

Para solucionar as dificuldades que emergem de um mercado volátil, fornecendo aos líderes os melhores instrumentos para a execução integrada do trabalho, os modelos de gestão despontam como ferramentas essenciais.

E lembre-se: não deixe para aprender depois, mais tarde ou quando tiver uma folga — o mercado não espera e, quando finalmente houver tempo, pode ser tarde demais.

  1. Gestão voltada ao empoderamento

Focada em fomentar e estimular a autonomia em sua equipe, esse tipo de gestão induz o líder a delegar tarefas importantes e a fortalecer a autoestima dos colaboradores. Consiste em valorizar o indivíduo e dotá-lo de confiança para executar suas atividades com independência.

Ou seja, aqui o colaborador é estimulado a tomar decisões por conta própria, com base em informações fornecidas pela equipe ou pelo gestor, aumentando assim a sua responsabilidade com a empresa.

Sua aplicação é realizada principalmente em instituições que mantêm uma cultura mais participativa e que permitem que suas equipes se auto gerenciem, compartilhando o poder com os colaboradores.

Esse conceito não se aplica em organizações mais burocráticas e que contam com regras mais rígidas, uma vez que é necessária uma maior liberdade para que os colaboradores possam atuar livremente.

Esse modelo de gestão apresenta 4 pilares básicos que devem ser desenvolvidos para o sucesso de sua implantação em uma empresa. São eles:

  • poder: entregar às pessoas que trabalham na empresa autoridade e responsabilidade para tomar decisões de acordo com o seu nível dentro da organização. Ou seja, autonomia de ação;
  • motivação: incentivar todos os colaboradores da equipe de forma contínua, reconhecendo seu desempenho, recompensando por bons resultados e permitindo que todos obtenham as glórias do alcance de metas;
  • desenvolvimento: investir nos profissionais da empresa que se destacam de modo a oferecer capacitação e especialização, melhorando ainda mais seu desempenho dentro da instituição. O objetivo é desenvolver talentos e incentivar os outros colaboradores a também buscar destaque;
  • liderança: cultivar uma cultura real de liderança dentro da organização, com a criação de metas alcançáveis e orientação constante de todos os colaboradores.
  1. Gestão ligada à colaboração

Pressupõe uma liderança aberta, voltada ao compartilhamento mais do que à imposição. Nesse modelo, o time se distancia do engessamento hierárquico e passa a atuar de maneira mais integrada, emitindo opiniões e concedendo feedbacks.

Esse modelo, como o de empoderamento, também é voltado à participação ativa de todos os membros da equipe nas decisões operacionais e corporativas da organização como um todo.

No entanto, temos uma diferença básica. Ao contrário do modelo apresentado anteriormente, aqui a decisão não é delegada a nenhum dos colaboradores, mas sua opinião é ouvida pelo gestor e levada em consideração.

Para que esse modelo de gestão funcione, é preciso que a diretoria da empresa realmente dê ouvidos ao que os profissionais propõem. Do contrário, em pouco tempo eles deixarão de opinar.

Ouvir as sugestões de quem está diariamente envolvido nas rotinas da empresa e conhece suas fraquezas in loco é um fator estratégico nas decisões e pode se transformar em boas soluções para os desafios enfrentados.

Muitas empresas optam por esse modelo, em distinção do de empoderamento, para manter o poder de decisão, mas também contar com o conhecimento e sugestões de toda a equipe na hora de decidir.

  1. Gestão de caráter positivo

Baseia-se no estímulo de um comportamento positivo, atenuando eventuais censuras e maximizando um ambiente compreensivo, instigante e criativo. Nesse modelo, o líder é principalmente responsável por cultivar relacionamentos saudáveis e disseminar valores positivos.

O principal ponto aqui é incentivar o colaborador a desenvolver suas habilidades por meio de um ambiente positivista e sem represálias ou contenção de ideias.

Mesmo que determinados projetos não se mostrem viáveis, é interessante incentivá-los, criando um ambiente de troca de ideias e criatividade constante e fazendo com que os colaboradores se sintam integrados a empresa.

Dessa forma, eles partilharão todas as suas ideias, sendo que em algum momento poderão surgir casos interessantes que talvez sejam utilizados para aplicação real dentro da empresa.

  1. Gestão com ênfase no que é humano

Centrada no indivíduo, mais do que procedimentos padronizados e frios, esse tipo de gestão valoriza o capital social e preocupa-se com o desenvolvimento técnico e comportamental de cada colaborador.

Para tanto, o líder fornece os insumos (conhecimento, referência, orientação etc) necessários e acompanha de perto o crescimento de seu subordinado, visando monitorar seu desempenho e lapidá-lo.

Nesse modelo é preciso se preocupar muito mais com o colaborador como ser humano do que como mais um simples funcionário, reconhecendo suas capacidades e falhas e trabalhando para melhorar o seu desenvolvimento como pessoa e profissional dentro da organização.

Aqui, o gestor deve atuar como um mentor, realizando um levantamento acerca de todas as habilidades e anseios do colaborador e trabalhando junto com ele para desenvolvê-los da melhor forma possível.

  1. Gestão apoiada em inovação

Em resposta à evolução tecnológica, que otimiza rotinas e recursos intimamente associados à administração, o modelo de gestão pautado em inovação é cada vez mais preciso e essencial. Trata-se de conferir alta performance, transparência e segurança aos processos da equipe, angariando resultados consistentes e críveis.

Esse modelo, que surgiu graças à evolução tecnológica — que vem transformando digitalmente nossas vidas —, visa encontrar sempre novas metodologias de gestão, processos e tecnologias que possam ser aplicadas na busca por melhores resultados.

Nesse paradigma, o gestor da empresa pode se beneficiar diretamente de novas tendências antes mesmo que seus concorrentes tenham acesso a elas, o que possibilita muito mais competitividade no mercado e a conquista de mais espaço. Como consequência, esse tem sido um dos modelos de gestão mais adotados atualmente.

 

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